Mas, tomara tenha eco e se vá ao mundo como oração
Rompendo muros de frieza, de tristezas, de silêncio
E vá, e entre sem licença expulsando dores e solidão
Se grito sozinho, não importa se só eu posso ouvir-me!
Que bom! Estou desperto ao que mais de meio mundo
Continua dormindo, indiferente ao que diz ser sua sorte
Perder o poder de indignar-se, é um outro tipo de morte
Que minha voz quebre o silêncio e a mudez dos mudos,
Que grite aos doutores, aos senhores de mesquinho trato
Que um dia lhes faltará a voz e não serão mais ouvidas
E se farão, pela justiça divina, pobres almas consumidas
Grito, como se a voz fosse pouca para ir e ser entendida,
Que o justo desperte, cobre o que é devido, com coragem,
Com orações, penas, ladainhas mas deem-se a essa luta,
Um dia, os justos se alegrarão por suas preces atendidas
José João
24/05/2.026
Nenhum comentário:
Postar um comentário