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sexta-feira, 9 de março de 2012

Deixa...





Deixa teu corpo no meu se roçar
Deixa que em mim exploda o prazer
Deixa que o momento me tome de mim
Deixa que  me entregue todinho a você


Deixa o silêncio falar por nós dois
Deixa que o tempo se esqueça de nós
Deixa que tudo fique pra depois
Deixa que o amor seja nossa voz


Se eu gritar ao mundo que te amo
Não se importe com outro acontecer
Nada mais é maior do que sinto
Amo e vivo somente por você


Deixa em meu corpo o perfume do teu
Deixa em meus olhos loucura e prazer
Deixa que eu pense que no mundo o amor
Seja apenas só eu e você
                 ... ...  ... ... ... ... ... ...


Deixa, que o mundo lá fora
é pequeno pra nós dois!


José João

Desejos e emoções





Ela não é mulher nem fêmea,
É apenas perfeita por ser única,
É inocente e devassa. É pura na nudez,
É cândida na entrega da alma e... do corpo
Que se agita em frêmitos suaves ou violentos
Como se a mansidão e a fúria fossem irmãs.
Exigente com ela mesma na doação plena
Como se tudo ainda fosse tão pouco,
Navega e faz navegar dentro das emoções
Que só ela sabe buscar dentro de mim
Como se eu fosse um livro de páginas abertas
Onde apenas ela pode encontrar o texto preferido
E me deixo ser aberto, devassado despudoradamente,
Lido, lambido. sugado, tomado de mim
Para ser prazerosamente entregue a ela,
Ela mais que mulher, mais que fêmea.
 Por ser perfeita, brinca com a inocência,
Que sorrindo pede para ser desvirginada,
 Cansada que está de ser casta, e nela, a inocência
Se confunde no olhar  malicioso e provocante
Como se este olhar acordasse o sexo
E o pecado se fizesse de criança curiosa
Querendo ver vontades e desejos satisfeitos
Nos corpos suados, mordidos
De coxas abertas mostrando a flor
Onde o androceu e o pistilo
Bebem o mesmo sêmen como se fosse mel,
E eu... sugo da flor o néctar denso
Com o gosto forte de fêmea no cio,
Que geme, que grita, que se contorce,
Que... que.. que...


José João

quarta-feira, 7 de março de 2012

Divina sementeira





Sementeira perfeita e crua
Adubada com carinho e nua
No escuro, dá luz e cria
Na flor luzente, doce magia


Sementeira de flor aberta
Passiva na entrega ardente
Da doação, fábrica de gente
Por prazer não por carente


Sementeira, mulher, mágica flor.
Divina, encontra prazer na dor
E chora sorrindo a dor que sente
Mesmo a vida lhe rasgando o ventre


Semente viva no céu guardada
Que o tempo um dia, pela flor ardente
Se faz presente em um novo mundo
E a semente se faz de gente


Doce magia, sementeira viva
Cândido anjo de um céu qualquer
Sementeira pura de sementes nuas
Luzente flor... doce mulher!



José João

domingo, 4 de março de 2012

A justiça





Quando a espada da justiça se levanta
Em aço frio, cruel em duro gume
Sem escolha de raça ou credo, só justiça
Que livra o inocente e ao culpado pune


Quando em grito de justiça a mulher cega
Nua de pecados vestindo uma balança
Que fiel se apruma ao tempo sem passar
Se faz deusa, a todos seu braço alcança


Assim a justiça se faz justa
Desde que ela só em decisão se tome toda
Entretanto chegam tantos e atoas homens
Que o martelo de carvalho a deixa louca


Que sentimento, sentido de tormento
Que aos réus julga, culpa ou advoga
Na justiça suas feridas viram chagas
Que lhe mancha para sempre e pura fica a toga


Que não veste a justiça nem cobre sua nudez
Pela inocência de justa igualdade assim se diz
Entretanto sentença injusta, aquela que o réu maldiz
Não é a justiça quem dá. Mas  um homem, um juiz!


José João

sábado, 3 de março de 2012

Boca Divina



Te ouvir, ouvir teu sussurro macio, baixinho
Me fazendo tremer, do corpo à alma,
Esse teu beijo como gosto doce de céu,
Divina deliciosa boca saliva terna de mel


Essa  boca com  cheiro de flor, gosto inocente, 
Essa tua boca de mulher sensual, vontadosa
Maliciosamente se fazendo uma boca carente
Dizendo com inocente pudor coisas indecentes


Ah! Esse prazer incontido de beijar, de lamber
De gritar, de  falar, de sugar, se entregar
Ah! Angelical divina boca que faz não pensar


Boca que diz o que se quer ouvir, ou sentir
Que sofrega percorre o corpo fazendo paradas
Sabendo achar que o ali, é o lugar da chegada.


José João

Essa noite





Essa noite, com esse frio lá fora,
Com esse cheiro de fêmea,
Com esse olhar de vontade, de cio,
Essa noite de colchas caídas no chão,
De coxas roçando, de sussurros baixinhos.
Essa noite de sonhos indecentes,
Se fazendo verdadeiras loucuras
De desejos tão fortes como eloquentes.
Quero ti possuir e ser possuído
Sentir teu corpo entregue aos espasmos
Que o prazer incontido ti fará por sentir.
Sentir teu mel como doce água da fonte
Ti beber como se fosses néctar
De flores divinas, que das terras dos sonhos
Ti fizeste chegar. Sentir teu gosto ou perfume,
Em contorções que me levem a me perder de mim
E ti encontrar como fêmea ou mulher,
Como luz ou estrada e eu a ti percorrer
E em todas as curvas de prazer me perder.

José João

sexta-feira, 2 de março de 2012

Gotas biblicas





Quero beber da palavra com sofreguidão, como se a sede
Não fosse do homem, nem do ser, fosse da alma.
Quero, gota a gota , ir matando a sede que o corpo não sente
Mas que a consciência em mim desperta e me faz ser gente


Gotas de palavras, bíblicas gotas do verbo lido, ensinado
Entre dores, sangue e orações, que se perderam entre  homens
Sem fé, onde corações batem descompassados pela ansiedade
Da alma, que chora aflita a dor da falta inconteste da verdade


Que sejam apenas gotas de lembranças vividas, emoções sentidas
Que sejam gotas apenas de orações rezadas em cicatrizes curadas
Que sejam gotas, pequenas gotas de fé curando todas as feridas


 Matar minha sede das rezas que não rezei, nos beijos que não dei
 Matar minha sede dos clamores que não ouvi, daqueles que não olhei
 Uma gota que seja, de perdão, de todos aqueles que pude e não ajudei.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A voz


A voz se fez ouvir ao som do mundo,
No mar, no céu, cantada pelo vento
Correndo ruas, quintais, corações,
Correndo em veredas sem chão,
Em estradas sem horizontes, sem margens
Como se fosse a amplidão um lugar qualquer
Onde o silêncio tenta calar a voz, mas o tempo
Não deixa, grita em desespero que quase
Já não temos mais tempo.
E a voz do mundo, que já agoniza, grita:
Está quase na hora, acordem, ACORDEM
E o mal, silencioso, serpente vil, traiçoeira
Num rosto disforme, amorfo e sem luz,
Com grandes olhos vazios de tão negros
Invade templos, santuários, zombam
Da divina semelhança e se fazem verdade.
Dura e cruel verdade, sugando vísceras e sangue,
Espirito e alma, e os dejetos ficam
Como restos de nós pendurados na memória.
SOCORRO, SOCORRO grita o mundo.
Mas quem ouve??!!

José João

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Incompetência ou omissão

Lendo um texto do MRP me surpreendi com a benevolência  dessa
entidade defensora dos professores quando diz: Justiça Especializada
na Defesa da Educação está sendo "ludibriada". Bem, se está sendo
ludibriada, presume-se uma absurda incompetência, se for "vista grossa"
não nos surpreende, esta "Justiça..." sempre foi OMISSA com a educação
desse estado. Os governos do estado e do município fazem o que bem
entendem sob o olhar compassivo, permissivo e subserviente dessa...
dessa... Justiça. Só me pergunto como um profissional, de qualquer área
pode dormir bem se não cumpre com sua obrigação? Como pode
pleitear respeito, se não respeita a si mesmo? Senhores, reflitam.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Procurando nas estrelas





Procurar estrelas sem nome,
Buscar no universo verdades escondidas,
Verdades não ditas, por maldade
Ou por não sabidas.
Desenhar histórias imaginadas
Por um vaidoso pensador primitivo,
Buscando na rota dos cometas,
Na orbita dos planetas, respostas.
Respostas a perguntas que
Ainda nem foram feitas.
Voar, passear em horizontes longinquos
Onde a fértil imaginação chega na carona da luz
Cavalgando o espaço, atravessando vacuos
Preenchidos por partículas de nada
Onde desconhecidas substâncias
Sem tempo e sem forma se fazem vivas.
Correr parado no tempo como se a velocidade
Não percorresse nenhum espaço
Por que a referência está além do infinito
Onde  começo e fim se confundem.
No principio a luz, e o fim? Se confunde
Com o principio de outro começo.


José João
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