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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Que os negros, de brio, comecem a gritar

 É lamentável que muitos brasileiros tenham esse pensamento pequeno. "Você veio da periferia, logo não pode mudar". Pensamento idiota, pensamento de perdedor, de quem não sabe a história dos negros nesse país. Lamento ver tantos pretos que, até se dizem influencer, imbecilizados pela ideologização levada a efeito, mais naqueles de baixo índice intelectivo, se entregarem a esse discurso. Só um exemplo, Luís Gonzaga Pinto da Gama, escravo até aos dezessete anos, analfabeto até então, conseguiu sua alforria, se alfabetizou, não pode cursar faculdade, pelo óbvio, mas autodidata tornou-se advogado e passou a defender os escravos. Esse auxílio que muitos defendem é apenas um cabresto para corruptos e cretinos continuarem no poder. DUVIDO QUE TENHA ALGUM CRETINO QUE TENHA CORAGEM DE FAZER UM PROJETO EM QUE OS BENEFICIADOS DESSE PLANO SÓ POASSAM VOLTAR A VOTAR QUANDO SAÍREM DELE? Os idiotas já pensaram nisso. Tão ideologizados, foram alguns pretos que, duvido, saibam quem foram os irmãos Rebouças, quem foi Pinto da Gama, quem foi Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Nilo Peçanha, Antônio Francisco de Lisboa, Francisco José do Nascimento (exemplo de abolicionista para todo o país) Todos esses eram pretos que a história esconde e o negros de agora NÃO SÃO CAPAZES DE RESGATAR SEUS NOMES, SUAS HISTÓRIAS E MOSTRAR A FORÇA DOS NEGROS, FICAM DE MIMIMI, COMO VÍTIMAS SUJEITAS À TUTELA DO GOVERNO PARA SOBREVIVER. É TEMPO DE ALGUNS PRETOS DESSE PAÍS CRIAREM VERGONHA, LEVANTAREM A FRONTE E MOSTRAR A FORÇA E A CORAGEM DESSA ETNIA, VIVER SEM FAVORES E LUTAR PELOS SEUS DIREITOS. ISSO SIM, É DIGNIDADE. PARABÉNS A TODOS AQUELES QUE LUTAM, QUEM DERA MUITOS TIVESSEM A CORAGEM DE DAR SEU GRITO DE LIBERDADE CONTRA A SENZALA DA IDEOLOGIZAÇÃO AONDE MUITOS AINDA ESTÃO ESCRAVIZADOS, PELA IDEOLOGIA E PELA IGNORÂNCIA.

José João
09/11/2.024


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Minha consciência negra


Não tenho mais grilhões que me prendam,
Minha liberdade, desde muito, foi gritada,
Desde meus ancestrais que se fizeram heróis.
Calcaram esse chão, com pés descalços, fortes,
E com um grito de liberdade no peito disseram,
A todos nós, seus descendentes, com voz firme,
Traduzida pelo poeta com sangue de negro nas veias
"A VIDA É COMBATE QUE OS FRACOS ABATE,
QUE OS FORTES, OS BRAVOS SÓ PODE EXALTAR"
Sou negro, descendente dos fortes, dos bravos...
Daqueles que aos filhos ensinavam ser guerreiros e diziam
"TU CHORASTE EM PRESENÇA DA MORTE?
NA PRESENÇA DE ESTRANHOS CHORASTE?
NÃO DESCENDE O COBARDE DO FORTE"
Foi como me ensinaram, é como vou honra-los.
Não quero favores, antes a justiça, a dignidade,
Cumprir os deveres e ter os devidos direitos. 
Não quero favores... isso é para os fracos.
Por isso não calo, meu direito de falar é sagrado,
Teu direito de não querer ouvir... também é sagrado
Mas eu falo... grito se for preciso.

José João
20/11/2.024






segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Liberdade ... na senzala ERA ominira

CALE-SE !! Ouço gritarem, mas... apenas rio.
Quem a mim, ousa ... mandar calar... ?
Que emudeçam os bacamartes ideológicos 
Quando minha voz se fizer um grito.
Minhas palavras são livres... livres
Como livre é minha alma e os versos
Que dela saem, por isso grito: Independência
Desde muito, na verdade, desde a senzala
Ouviu-se esse grito... já hoje... sou livre,
Não permito que minha voz seja calada,
No sarau, nas noites em volta da fogueira,
No sarau, nos salões em tapetes vermelhos
Minha voz é a mesma... podem ouvir, sou eu
Mas minha liberdade de falar, 
Respeita sua liberdade de me ouvir...
Nas minhas poesias, as entrelinhas não são mudas
São gritos ardentes, com  palavras que,
Talvez, você não queira ouvir, 
Mas elas estão ali, a liberdade de não ouvir é sua
Mas grito: OMINIRA, desde muito e desde sempre.
Ele me faz não calar... sou livre ... livre até
Para dizer: Meu direito de falar é sagrado!!
Você ouve se quiser..., mas eu falo


José João
02/09/2.023


segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Vamos juntos, se não quiserem ...

Se me mandarem calar... eu rio
Não tenho tempo de ficar mudo
O silêncio se perdeu num grito
Um grito que vai até ao infinito

Grito a bandeira cor de esperança
Grito nos campos, nos prados, nas ruas
Grito: LIBERDADE, deixem-me falar
Soltei os grilhões, agora posso sonhar

Posso andar por qualquer caminho
Calcar as marcas dos pés nesse chão
Ninguém agora me diz quem eu sou
Sou um negro livre, caminhando eu vou

Sim, vim lá da senzala dura e fria
Onde o grito do negro na noite corria
Como fosse um canto de mágoa e dor
Mas agora sou livre, não tenho senhor

Não me digam onde ir ou o que fazer
Carta de alforria, já agora não preciso
Sou livre, e ao mundo posso gritar:
Vim da senzala e meu grito vão escutar

Não quero favores, isso é para os fracos
Sou negro mas o sangue só tem uma cor
Que herege diz que tem sangue azul?
Um pobre coitado nem merece meu rancor

Ouvi-me senhores, orgulhosos doutores.
Brancos de olhos azuis, senhores ouvi-me,
Aqui estão as mãos de um negro sem cor
Apenas alma, querem vir, cheguem, por favor

Mas se virarem as costas, podem... podem ir
Talvez até estejamos indo pela mesma estrada
Muitos outros me darão as mãos e iremos juntos
Aos soberbos digo: Pra mim, vocês não são nada.

José João
21/08/2.023

terça-feira, 30 de agosto de 2022

As eleições, o pobre e o candidato


Eita disgrama!!! Cumeçou a disgracera, a farra dos infame,
Agora tudo cunhece os pobre, sabe até o nome dos desditado
As praga num traz nada, se faz de bom e inté come cum a gente
Abençoa criança toma benção prus veio como se fosse parente

Essas praga a quatro ano que num sabe nem onde nós mora
Mai quando se chega as eleição se parece cum gafanhoto
Chega tudo duma vez, toma água de caneca gosta de pexe seco
Até tive imaginando, será pelo voto eles come até esterco?

Ortro dia, num faz tempo, aqui vei um qui me dexou adimirado
Fumou do meu cigarro que faço da palha seca que tiro do terrero
Saia água dos óio, ficava se istribuchando, ficou todo encarnado
Depois ingulindo a tosse disse: que bom o cigarrinho do guerrero

Mai o que mais achei ingraçado, foi um qui quiria ser deputado
Vei aqui e foi entrando foi dando dois real como fosse afortunado
Fez discurso, adispois disse que  ia lá pras banda de Barra funda
Vei me abraçá, foi quando o chorro sentou-lhe os dente na bunda 

Mai é assim mermo, eles ainda se diz que é tudo bom e honesto
E qui num tem profissão no mundo mais honesto qui pulitico
Até um disse qui pra mode de se eleger eles tem até qui robar
Mai nas outra eleição o seu voto, os disgramado vem cobrar

A uns ano eles trocava os voto por chinelo, sapato e dentadura
Mai agora os miserávi aprendero fazer o pobre ficar mai pobre
Aí dão um pão cum mortadela e umas folha de quarquer verdura
E diz que com dez mirréis faz de cada lascado um home nobre

Mai agora as coisa parece que vai mudá, agora nós pode falá
Minha muié ganhou umas iscritura duma terra prá nós trabaiá
Nós agora pode produzi, inté água tem pra plantação nós regá 
A gente invadia fazenda, hoje nós tem terra pra nós pudê prantá.

José João
30/08/2.022

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Toda vida importa

"A vida negra importa". Gritam alguns imbecis
Como se apenas aos pretos fosse privilégio viver.
Depois o que é mesmo "vida negra"? Eu não sei.
Se raça fosse de onde seriamos nós, os pretos?
Ah! Essa desumana humanidade! Quem diria!!
Brancos, ouvi-me irmãos, que seria esse mundo
Sem o contraste, sem a mistura das cores??!!
Que seria de nós, os humanos, pobres mortais?
Pobres e primitivos mortais, defeituosos...
Desvirtuados, desprovidos da essência superior
Que faz do universo a perfeição que não somos.
Ouvi-me irmãos brancos, isso se quiserem ser,
Se tirarem de suas almas o travor da vaidade,
Se não o fizerem... rio-me, afinal, apenas seria bom,
Apenas isso, mas, vive-se, viver é a ilusão de ser.
Ah! Quantos humanos, quantos pretos e brancos
Se perdem no vaidoso orgulho de uma diferença
Que apenas os estúpidos pensam que existe...
Será que esquecem o que é pó? Aquilo que fica
Depois que os vermes se saciam? Que as almas,
Todas sem cor, fiquem onde mereçam ficar.
Elas não tem raça, nem ao menos são humanas.

José João
19/06/2.020

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Os ... que "matam" o Brasil

Estava vendo algumas situações bem típicas de um pais onde os canalhas corruptos expulsam pessoas de bem e honestas da casa do povo, esse mesmo povo que clama por um país limpo dessas mazelas mal cheirosas compostas por políticos sem escúpulos cuja maior intenção é que o Brasil continue no caos para que esses mesmos canalhas se dêm bem. Mas o que poderia se esperar da visita de um ministro de estado tentando salvar e limpar o país, dando explicações sobre projetos que atingiria frontalmente os "ali babás"? A  história diz Ali Babá e os quarenta ... mas alí só existe "ali babás", todos, com rarissimas excessões, são isso, o máximo da falta de caráter.
"A pior ditadura é a do poder judiciário. Contra ela não há a quem reccorrer" - Rui Barbosa - isso está se vendo agora, mas...  quando esse poder, que para se tornar ditatorial é necessário que sua maioria seja de tiranos, se junta com outros poderes tão tiranos quanto, aí fica tudo mais difícil, o país se torna refém dos corruptos e o povo a vítima. Ainda ivocando Rui Barbosa: "Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem". Essa era a visão daquele estadísta, tão atual ainda hoje. Vemos o cabelos brancos de hoje e o futuros, aqueles que querem uma "articulação" politica para aprovação de projetos essenciais para que o país continue funcionando, um dia terão os cabelos brancos. O outro, a quem chamo de "o enganador", também jovem, mas já se aprontando para ser um dos cabelos brancos que o Rui Barbosa falou, também por medo, todo corrupto tem mnedo da justiça, está tentando não permitir a CPI da Lava Toga, está também, dando uma demonstração de falta de pudor politico e moral, querendo ressussitar o achaque do desconto sindical, numa clara evidência de conluiu com o câncer dos empregados: os sindicatos. Essas máquinas caça níquel, na verdade, são "caça bilhão. Nenhum país do mundo tem a devassidão, a tirania, a cachorada, a cretinice de ter DEZESSEIS MIL E SETECENTOS SIINDICATOS COM UMA "ARRECADAÇÃO" DE TRÊS BILHÕES, QUINHETOS E QUARANTA MILHÕES DE REAIS, TUDO ISSO TOMADO DO TRABALHADOR.
Todos sabemos quem em países sérios É O POVO O MAIOR PATRIMÔNIO. no Brasil, não, o povo serve de "mula" de "cavalo de carga" para alguns miseráveis de colarinho branco, alguns soberbamente usando o escudo da nação na lapela suja e encardida em acordo com suas imoralidades politicas, sociais e deficiência de caráter. Lamentável, mas isso é o Brasil.

José João
04/04/2.019


sexta-feira, 22 de março de 2019

Era uma vez..

..Era um vez, no longiquo país dos Merds onde ser honesto era crime, os bandidos se faziam reis, eram defendidos com veemência nos tribunais, com juízes mandando até prender quem os acusasse de ladrões ou de corruptos, Nesse país, país dos Merds, falar a verdade equivalia a um processo por um tribunal que investigava, acusava e dava o veredicto sem o aval da promotoria, esse tribunal, o maior tribunal do país dos Merds, era composto pela nata da incompetência então, nesse país, tudo era possível, alguns dos juízes do maior tribuanal dos Merds, nunca passaram em concursos públicos para juízes estaduais mas foram colocados no maior tribunal e, sem conhecimento das leis, por pura incompetência ou outras "qualidades" davam as mais absurdas setenças e ai de quem contestasse. No país dos Merds o comum era o contraditório e para isso repetiam uma mentira mil vezes na tentativa de faze-la verdade. Por exemplo alguém que quisesse a castração química de estupradores, que quisesse fazer desse crime, crime hediondo, era considerado, pasmem, estuprador. Alguém que roubasse milhões e escondesse em caixas no apartamento, não pederia ser preso por falta de provas, algum negro(a) que pintasse os cabelos de loiro e casasse com um branco(a) era exemplo de luta pela raça.. Nesse país dos desencontros, fazer cocô na rua era protesto, fazer criança apalpar homem nu, era arte, meter o crucifixo no ânus era performance. Nesse país, o país dos Merds, o povo compra os paletós dos deputados, dos juízes, paga suas residências, compra até suas gravatas, sem contar que paga almoço, merendas e, acreditem, nesse maior tribunal do país a média é de 222 funcionários para cada juiz. Existe funcionários para por a toga no juiz, para puxar a cadeira do juiz, para engraxar seu sapato, sem contar que têm o melhor plano de saúde do país extensivo ao filhos, etc. etc.etc. Nos país dos Merds, talvze devido a ignorância, ladrões têm fã clube, presidentes, deputados se orgulhavam em tirar fotos, todos risonhos, com famigerados traficantes, advogados destes eram tidos com tanto respeito que se tornavam juízes do maior tribunal do país, e mandava investiar outros juízes ou representantes jurídicos do país que se fizessem contra a corruptção. Mas isso, claro, é um ficção, se um país desse exitisse não seria país.

José João
22/03/2,019

sábado, 11 de novembro de 2017

Em quem couber o "chapéu"

Desculpem se alguns se ofenderem, mas preciso falar. Falar da hipocrisia, da demagogia do povo brasileiro, quem quiser que se ofenda, porque um povo ignorante, burro e inconsequente, quando ouve a verdade, entre fazer uma reflexão ou insultar quem a disse prefere esta. Estou dizendo isso em virtude dos comentários sobre a imbecilidade de um desses que compõem a mídia lixo do país que, ainda sobrevive devido a ignorância de um povo analfabeto social e inculto, pois, se fosse o contrário, essa pseudo imprensa já teria sucumbido, o que seria comum e de se esperar de um povo culto.
Os comentários relativos à declaração desse racista declarado que, escondia sua verdade mórbida de maneira vil, teve, e não me surpreendi, seus "fiéis defensores", isso pra mim foi uma declaração inconteste de que os brasileiros são miseravelmente racistas. Quando disse um povo ignorante e burro é porque muitos que defenderam esse "senhor", nas redes sociais se acham brancos pela ignorância de nem ao menos saberem sua origem, e as características biológicas de afros descendentes, alguns imbecis têm a percepção de que apenas a cor da pele ou o tipo de cabelo descaracterizam um descendente afro e isso é triste.
O fato da rede globo (esse câncer da mídia nacional) ter tomado a decisão de afasta-lo (do que tenho minhas dúvidas) gerou todo esse manifesto de defesa a um possível réu, pois que, isso é injúria racial, mas seus "amigos jornalistas", com raríssimas exceções, vieram defendê-lo e, alguns até, da maneira mais cretina, como um que disse: um punhado de palavras bobas. Um outro disse: "Ele não é nem branco" (mas seu apelido é alemão, entre "amigos") Disse que quem quiser que se ofenda e é isso. Um bando de fdp cretinos, mentirosos numa mídia lixo, não têm a dignidade, a hombridade de reconhecerem que esse vagabundo racista,  insultou 54 % da população do país, embora, incluso nesse percentual, esteja uma boa parte de imbecis que renegam suas origens.
A hipocrisia, a demagogia, a falta de conhecimento histórico do que seja o Brasil, faz desse país essa miséria que atualmente é. Não foi surpresa ver nas redes sociais a monumental ignorância de um povo, analfabetos sociais. E os negros?! Se calam! Uns por ignorância outros por covardia, mas há quem não seja nem um dos dois, eu. E por abominar o racismo e quem dele faz uso, cito um texto de um amigo: "Não ofenda ninguém, seja quem for, com termos racistas ou discriminatórios, use o velho e bom FILHADAPUTA! Desestressa e é ótimo". Espero que entendam.


José João
11/11/2.017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Meu grito

Minhas lágrimas não bastam...
Minhas palavras são pequenas para tanta dor.
Meus gritos... esses se perdem bem aí
No silêncio da frieza de perversos assassinos

Sou apenas mais um negro, apenas isso...
O mundo se esqueceu da África, sabemos  
Mas minha voz haverá de gritar no tempo,
Assim como se fosse orações ou blasfêmias, 
Ladainhas ou insultos, mas num grito forte
Indo muito além de qualquer dor, indo longe,
Até dentro dos corações desses torpes criminosos

Esses, um dia engolirão suas próprias línguas,
Suas almas se afogarão no sangue dos inocentes
E não encontrarão clemência, e na noite...
Quando a noite se fizer mais negra, ouvirão e
Verão seus fantasmas lhes arrancando o coração,
Para alimentar famintos abutres do inferno 


José João
19/10/2.017


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