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sábado, 31 de março de 2012
... E Derci tinha razão
Quando a saudosa e autêntica Derci esteve nesta capital,
deu a esta, algumas qualificações chocantes, na época até
que deu uma balançadinha na auto estima do ludovicense,
muitos se ofenderam, inclusive o patriarca da clã, querendo
de Derci uma retratação pública, mas a emenda saiu pior
que o soneto, e o que ela disse a ele, como gostei!
Hoje (31/04/2012) andando por São Luis, vi a nojeira, o
fedor tanto da cidade como dos políticos desta e cheguei
a uma infeliz conclusão: Derci tinha razão. SãoLuis não
era, mas esses miseráveis políticos a deixaram exatamente
como ela disse o ... do mundo.
Gestores e seus lacaios, não os chamo de imbecis por que
seria um insulto a estes, não os chamo de raposas matreiras
porque as Vulpes Vulpes não merecem serem ofendidas,
estas, coitadas roubam apenas galinhas para matarem a fome.
Esses acéfalos falam em desenvolvimento, falam em turismo,
(São Luis tem muito a se mostrar) mas o que fazem é saquear
a cidade, isto mesmo, são saqueadores, é vergonhoso andar
por esta capital. Levei alguns amigos à Fonte das Pedras,
depois de lhes contar por que é ponto histórico, chegando lá,
pasmem, estava com cadeado no portão, obvio, entrada
proibida, como assim esses cafajestes têm coragem de falar
em turismo? Cheguem ali, seus imundos, no terminal de onibus
urbano e lambam o chão de lá, que é lá onde os porcos devem
se sentir bem, isto é sim, um desabafo, chega de fazerem São
Luis ou Estado de galinha dos ovos e ouro e deem alguma coisa
ao povo e não só aos seu bolsos.
Fico surpreso como os habitantes dessa ilha se submetem tão
passivamente aos desmandos de uma corja que se apossou
de uma capital, de um Estado e os levaram a serem os piores
lugares da União para se viver. É hora de se dar um basta nisso,
é hora de os maranhenses se olharem no espelho e se sentirem
como brasileiros, como gente, e não como marionete nas mãos
de uns tantos alquimistas do dinheiro público. Estou estarrecido
com a nojeira, imundice, canalhice que fizeram com que esta ilha
chegasse a ser o que, com toda razão, Darci disse que era, se
duvidarem andem no centro da cidade e vejam se ela não tem
mesmo o fedor de um... com tantos esgotos estourados?
José João
sexta-feira, 30 de março de 2012
Alma no cio
Doce suor do cansaço, do amor maroto
Desejo, mais que desejo, entrega sublime
Pele macia gosto de mel, gosto de flor.
Carinhos ousados, gemidos, gritos sussurros,
Olhos correndo nos corpos gritando
Num delicioso silencio: Quero mais... e mais.
Pele cor de pecado, brilhante pele
Macia pele de flor de maracujá
Deitar, beijar, sugar, pedir, mandar
Deixa que o gosto de amar se torne mais
Que senhor ou senhora, que homem ou mulher,
Deixa que o gosto de amar se torne
Pecado indecente, obsceno, inocente, sereno
Deixa que o pudor se torne cor do pecado,
E que a boca deslize no corpo molhando a pele
Arrepiada de desejo do gozo que já vai chegar.
Grita que lá fora ninguém sabe quem somos,
Amantes, homem e mulher, ou talvez animais
No desejo do corpo, na loucura da alma
Que grita indecente num tremor... calafrio
Dizendo que ela também se sente no cio
José João
o que nunca fui
Já fui gente, já fui estrada,
Já fui flor, já fui espinho,
Já fui água, já fui fogo
Já fui carência, fui carente, fui carinho.
Já fui sonho, já fui pó
Já fui poesia, fui criança, fui poeta
Já fui rei dos meus próprios sonhos
Já fui traço, já fui curva, já fui reta.
Já fui vagabundo... nos sonhos de alguém
Já fui lágrimas, fui suspiros e fui ais
Já fui até minhas lembranças, fui histórias
Já fui sorrisos, fui começos, e até finais
Já fui liberdade, já fui prisão,
Já fui quadro de parede, já fui retrato de bolso.
Já fui parido, fui banhado, fui lambido,
Já fui abraçado, fui amante, fui beijado
Já fui amado, fui dominante, fui dominado.
Já fui um nome, já fui saudade,
Já fui espera, já fui decepção, fui odiado
Já fui palavra, fui angustia, fui adeus
Já fui caça, fui alforje, fui caçador
Já fui tanto, já fui pouco, já fui muito
Já fui... Ah! Ia esquecendo... não fui feliz.
José João
O retrato do dia
Quantos tiros e mortes. Pedidos, perdão.
Quantos olhos aflitos e corpos no chão.
Quanto voz por clemência se ouve gritar,
Quantos gritos de morte se pode escutar.
Crianças perdidas pedindo um pão,
Mas ninguém se levanta e pergunta a razão.
Ainda dizem que hoje viver é melhor
Que ontem que eu via o brilho do sol.
O soldados se perdem em grandes confusões,
Os quarteis se fizeram de enormes porões
Escondendo os medos de covardes patrões
Que matam o sonhos matando ilusões.
Ainda alegam pra gente um futuro melhor
E mentem que o sonhos hoje são reais.
De crianças eles fazem tristes marginais
Vivendo nas ruas como animais,
Se eles pensam assim, coitados de nós
Que somos apenas pobres racionais.
José João
Vidas oprimidas
As pessoas apressadas
Nas ruas como loucas,
Uma pressa tão danada
Há até quem esquece a roupa
Pendurada no varal,
Por ser muito ou ser pouca
Ou pelo nu ser tão banal.
Os pés caminham aflitos,
Cada um é um jornal
Cada cabeça um conflito
Como se fosse natural.
As pessoas comprimidas
Mesmo em ruas tão compridas
Quantas dela suicidas
Em suas vidas oprimidas,
Sem nenhum tostão no bolso,
Na vida roendo osso
Como fruta sem caroço.
O amanhã se faz covarde
Por ser luta desigual,
Ele passa indiferente
Enquanto o homem passa mal,
E e assim se faz o dia.
Carrasco de tantos pobres
Que carregam sua misérias
E as mazelas dos "nobres".
José João
O adeus... espada fria
Como espada,
Espada fina de dois gume
Sangrando um coração carente,
Sai o sangue em queixume
Pra regar triste semente
Que vai nascer como planta
Dentro do peito da gente.
Olha a tristeza nos olhos
Um olhar que tristemente
Não se sabe se é do homem
Por ser um olhar tão demente,
Punhal fino de dois gume
Como navalha afiada
Corta até o pensamento
Faz o amor não ser mais nada,
E a saudade se arrasta
Traz com ela a solidão,
Faz a vida ficar triste
Faz do pranto uma oração
Punhal fino de dois gume
Trespassa o coração da gente
Mata sonho e ilusão.
José João
quarta-feira, 28 de março de 2012
Entre os varais
Roupas penduradas balançando ao vento,
Como bandeiras coloridas, dançando nos varais
Quantas histórias contadas, vividas, sentidas
Entre tristezas ou nas alegrias dos carnavais!!
Roupas surradas, puídas, roupas rotas, cansadas
De serem as mesmas e andarem nas mesmas ruas
Repetindo as histórias de ontem, histórias de sempre
Histórias de vida de almas puras por inocentes: Nuas
Roupas penduradas contando histórias nos quintais
Histórias de vida, da dor sentida, intimas histórias
Como contam todas as roupas penduradas nos varais
E lá vem o vento, e lá vem o sol, e lá vai o tempo
Puindo as roupas dos varais, puindo o corações
Puindo histórias que se fazem de fragmentos
José João
Com a palavra: Os jornalistas
Quando falamos em imprensa, logo lembramos que esta
é tida como o quarto poder constituído pela sociedade.
Lembramos também que imprensa é um conjunto de veículos
de informação que exercem o jornalismo, e num Estado
democrático, presume-se que esta seja uma instituição
imparcial, compromissada com a verdade dos fatos no
sentido de manter a sociedade, no minimo, com informações
que a leve a refletir sobre os textos publicados.
Como é nossa imprensa? Falo da imprensa maranhense,
e pergunto: Podemos respeita-la como um quarto poder
útil à sociedade? Ou esta imprensa não passa de um
amontoado de cabeças alienadas por uma única ideia,
ou seguimento politico? Somos, talvez, o povo mais mal
informado desse país no que tange informações sobre o
próprio estado.
Nossos meios de comunicação, escritos, radiofônicos
ou televisivos são, na verdade, propriedades a serviço
de seus privilegiados proprietários. Isto nos faz perguntar:
O que é liberdade de imprensa? Vendo pelo lado do povo,
do qual eu faço parte, vejo a liberdade de imprensa apenas
como um meio libertário de expressar opiniões e pensamentos
dos donos desse veículos, que deveriam ser informativos, mas
não passam de meros pasquins suburbanos.
Falar de imprensa é perigoso, por isso poucos têm coragem
de faze-lo, até mesmo pelo corporativismo tão característico
e atuante nesse setor, mas é preciso que se alerte a alguns
profissionais dessa área, falo do Maranhão, que saibam ou
aprendam a ser jornalistas, íntegros, compromissados com
a verdade e podem começar desde agora a serem assim,
basta que aproveitem esse ato heroico dos professores do
município e vejam as porcarias que também são algumas
escolas públicas estaduais, são verdadeiras vergonhas, mas
quem da imprensa vai denunciar, são escolas do estado.
Com a palavra os tão comprometidos com a verdade e
bravos jornalistas maranhenses.
Maranhão (a grande mentira)
Lendo, o que deveria ser um best seller, ou até mesmo um livro
de história, com a obrigatoriedade de uso em todas as escolas
públicas ou privadas desse país e distribuído pelo MEC assim
como são o livros didáticos, deveria ser o livro de Palmério
Dória, Honoráveis bandidos. Um livro que, como poucos nesse
país, fala a verdadeira história de um personagem que se
apossou de um Estado da União, e sugou-lhe dos bens à honra.
Coronel, temido pelos seus poucos opositores, o maior caso de
mimetismo politico do país, não apenas sobreviveu ao regime
militar como dele se beneficiou, de maneira aberta, como foram
aqueles que na revolução de l964 viraram as costas para o Brasil.
É este personagem que escrevendo sua própria história se torna
herói. Isto é preocupante e assustador, daqui a alguns anos o
Maranhão terá a história mais mentirosa do Brasil, parece sina,
quando sabemos que Maranhão quer dizer: A GRANDE
MENTIRA, com a nefasta literatura desse personagem sendo
escrita pelos seus cupinchas, pelos seus puxadores de saco, pelos
seus lacaios, um dia nossa história será, realmente, o que quer
dizer Maranhão.Esse estado talvez o mais pobre, o mais atrasado,
o que for de pior, se não formos o primeiro do segundo não
passamos é a galinha dos ovos de ouro de uma corja que se
locupleta com o dinheiro do povo mais miserável desse país.
Assistindo uma entrevista do saudoso Ayrton Sena dada ao Jô
Soares, este perguntou: Você já está rico? Soube que você
comprou um apartamento num dos lugares mais caros do USA.
Responde Ayrton Sena: "Não, ainda não estou rico, comprei em
dez anos, rico está o filho do governador do Maranhão que
comprou um a vista. Esse personagem tinha uma padaria no
garimpo (segundo ele) vendeu a padaria e comprou uma emissora
de televisão, daí o crescimento foi rápido". Este fato é para ilustrar
como são tratados os seus... sei lá. Urge que os verdadeiros
historiadores desse estado comecem a escrever nossa história,
aqueles que tenham compromisso com a verdade não com meros
politiqueiros, que façam como Palmério Dória a quem aplaudo
de pé. Poxa cara, porque você não é maranhense? Você é um
dos poucos que, por bravura e sem medo de falar a verdade,
deveria receber o título de cidadão maranhense, eu o tenho assim.
Um beijo no coração.
João João
terça-feira, 27 de março de 2012
Loucuras de um poeta louco
Cantar versos bizarros por que a dor é mais ainda,
Blasfemar em orações rezadas sem fé por que a solidão
Brinca de olhar, de ficar, de tomar, de se fazer dona,
Cantar versos surdos, mudos, versos sem rima
Por que a dor canta uma canção sem melodia
E a lágrima sai rolando pela face em silencioso
Caminhar nos rastros deixados como caminho
Molhado do rosto a alma, da alma ao nada.
Cantar ladainhas novas com rezas antigas
Aprendidas quando criança, rezadas, cantadas
Talvez sem serem ouvidas, talvez perdidas
No espaço lavadas a esmo pelo vento ou pelo tempo.
E se dissolveram como nuvens se tão alto chegaram.
Talvez nem tenham subido, tenham caído no chão
Com o peso dos tantos pecados que se perdoados
Foram apenas trocados por outros, e assim
Os versos bizarros se fizeram dores, ou as dores
Se fizeram versos bizarros, não importa a ordem,
O que importa e ser um verso.
José João
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