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domingo, 31 de março de 2013

Sugadores de mentes


Sugadores de mentes, vampiros do pensamento. Qualquer qualificativo que expresse a exploração das editoras, a intenção de se apropriar, por engodo, até usando de má fé, das produções de poetas e escritores,  é válida. Essas empresas, longe de serem um veículo de reproduzir conhecimento, são, na verdade, com raras exceções, nefastas, as vezes até inescrupulosas organizações que fazem da cultura, de maneira irresponsável, apenas um meio de ganhar dinheiro, e acreditem, fácil.
Todos sabemos o que hoje é o Brasil em se tratando de educação e cultura. Um desastre, uma miséria, uma vergonha. As pesquisas sobre leitura dos brasileiros no dizem, simplesmente, que o brasileiro não lê. Culpam os professores por essa desastrosa calamidade pública, é isso que virou a nossa falta de cultura, uma calamidade pública. Depois vêm alguns imbecis sugerindo um fiscal em sala para cronometrar o tempo de aula do professor. De imbecis o Brasil está cheio (que o diga nossa Câmara Federal e Senado) só que gostaria de ver se esses mesmos imbecis têm coragem de gritar contra o absurdo que as editoras impõem aos verdadeiros produtores de cultura, contra os verdadeiros produtores de idéias. 
O Brasil é um país rico de intelectuais, mas muitos não saem do anonimato por não se dobrarem aos que se  dizem donos de editoras, mas que no frigir dos ovos são verdadeiros picaretas, raposas gulosas, travestidos de editores. É fácil ver isso, vejam o preço dos livros, qualquer que seja o livro, é um absurdo, mas veja o custo de edição! Livros de poesia, por exemplo, por que não são editados com novos e bons poetas? Porque estes não se dobram a essa máfia, mas aqueles que querem massagear o ego, talvez pela própria dificuldade de produção, existem poetas e poetas (entendem o que quero dizer) se entregam nas mãos desses destruidores de cultura e pronto. Coitados. Ficam sem serem mais donos de nada, nem de seus próprios pensamentos.
O brasileiro não lê mais coisas novas, autores novos, poesias novas por que as editoras não deixam, e quando falamos de editoras de livros didáticos, aí que os urubus sentem inveja. Existem editoras, aqui nesse Brasil de analfabetos, que querem exclusividade por uma obra literária, durante 5  (cinco) anos por, pasmem, R$ 300,00. A poesia passa a ser patrimônio da editora e nem o autor tem mais nenhum direito sobre ela, e a editora pode fazer dela até uso publicitário sem mais nenhum bônus para o autor. Você entregaria sua criação por esse valor? É assim que os verdadeiros mentores, produtores de cultura, são tratados nesse país de miséria. Nesse contexto só posso agora acender velas para a agonizante e moribunda cultura, que as editoras também, e o que é pior, enterrarão num miserável esquife. Mas os poetas continuarão. Afinal o que seria o mundo sem a poesia? Não seria mundo, seria o covil desses degenerados editores.


José João
31/03/2.013


segunda-feira, 25 de março de 2013

A transparência intransparente



"O acesso do cidadão à informação pública é um direito constitucional que contribui de forma considerável para o fortalecimento das instituições e práticas democráticas nacionais. Reconhecendo e apoiando esse princípio, o Senado Federal, desde 2009, tem praticado iniciativas que visam dar maior transparência aos seus atos. É a informação como regra e o sigilo como exceção." Portal da Transparência do Senado do Brasil. Bonito, não é? Bonito mas MENTIROSO, nossos senadores são uns embusteiros, vis demagogos, adjetiva-los é perda de tempo, eles sabem o que são e o sabem muito bem, mas o pior de tudo é que querem fazer do povo um punhado de imbecis, e isso é revoltante. Agora mesmo esses mentecaptos (sintam-se elogiados) por todas as falcatruas, safadezas e canalhices, resolvem dificultar o acesso à informação determinando que as perguntas dos jornalistas deverão ser encaminhadas àquela casa com antecedência, formalizadas através de ofícios e as respostas serão dadas em até cinco dias. O que essas sangue-sugas entendem por TRANSPARÊNCIA?
Um país em que os três últimos mandatos para presidente do senado foram exercidos por dois dos mais corruptos políticos que se conhece. Dois mandatos consecutivos de José Sarney e agora o Renan Calheiros. Sarney, se é que alguém não sabe quem seja, é aquele que "Lulinha Paz e Amor disse: "Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República". Não satisfeito ainda disse: "Sarney é um impostor que chegou na presidência assaltando o poder". Precisam de mais apresentação? Embora Lulinha seja um deles, mas disse, só estou lembrando. O Renan Calheiros é aquele que chamou o Ex-presidente Color de Melo de "Príncipe herdeiro dos corruptos", aquele do escândalo "Renangate", que usou notas fiscais frias, em nome de empresas fantasmas, para provar rendimentos. Aquele que, dizem as más línguas, uma empreiteira pagava pensão da ex-amante e filho. Esse mesmo cara-de-pau, diz que é escritor e ironicamente vejam os títulos dos quatro livros que, dizendo ele, escreveu: Do limão uma limonada e, Em defesa de um mandato popular / CONTADORES DE BALELAS e o outro SEM JUSTIÇA NÃO HÁ CIDADANIA. Com esses dois títulos saindo desse tal de Renan Calheiros, me desculpem mas é que preciso, um momento kkkkk desculpem mas kkkkkkkk preciso rir kkkkkkk que piada, hem!
Então, senhores entenderam o porque da Transparência intransparente?

José João
25/03/2.013

domingo, 24 de março de 2013

Quem discubiu o Brasi? - Tiradente


Vamu falá das iscola prus minino istudá
Muitas nem cum escola tem parecença
Parece inté porciga pra mode porco criá
Diz qui é iscola manda os muleque pra lá

As veiz um viriador pra mode de aparcê
Diz qui é pai das iscola nesse seu intendê
Faz discurso, mais discurso ainda há de fazê
Mas dinhero das merenda só faz disaparicê

São as mar lingua, num sô eu qui vai dizê
Qui os deputado anda assim cum os diretô
Uns inté parece qui são os dono da iscola
Nem um bom dia dão para os professô

Vamo jurgar as iscola agora pelos deretô
Os professô são coitado, já perdero o valô
Até nas cardeneta se os aluno num passou
O deretô apaga a nota e o aluno aporovou

Me chamou a atenção o cartaz duma iscola
Os aluno tudinho num pode mais num passar
Se na iscola tivé de cem aluno pra istudar
Acridite, dos cem noventa e oito vai aprová

Esse cárculo eles faiz numa tar de porcentage
É uma conta muito doida e sai do meu intender
Mas no finar das conta os aluno tudo passa
E da cara do professô ainda vai fazer pirraça

Nesse istado, num é mintira, digo pra vós me cê
Tem iscola qui os aluno nada, nada de aprendê
Mas mando pra secretaria uns dado tão perfeito
Os aluno tudo sabido qui dá gosto de se vê

Moço num tenho istudo, isso ocê pode de  vê
Mais num me chame de burro isso num vô dexá
Cuma qui um aluno qui nem ao meno sabe lê
Pode todos os anos cum nota boa passá?


17/03/2.013
Justino da Janoca
Por: José João












quinta-feira, 21 de março de 2013

Joaquim sabe e Barbosa pode




Quando o dedo toca na ferida dói pra caramba. Aí aquele juiz que não tem "papas na língua" disse em alto e bom som, o que há muito se sabia mas ninguém tinha coragem de dizer. "Há muitos (juízes) para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, absolutamente fora das regras”, disse Barbosa. O presidente da OAB - AM e o vice-presidente do TJ daquele mesmo Estado acham que o Joaquim Barbosa generalizou. Não acho, dizer: "Há muitos...é muito diferente de dizer Os... se fosse dito assim, aí seria generalizar, depois continuam: "Acho que é uma coisa muito insensata. Principalmente de um presidente da corte suprema do País. Foi infeliz, praticamente generalizou”, disse Romano. Como disse antes, não acho que ele generalizou. Veja a expressão: "Principalmente de um presidente da corte suprema do País". Quem, com mais conhecimento de causa, pode se expressar assim? Eu? O bananeiro? O Gari? O magnata do jogo do bicho? Opa! Desculpem esse aí está fora. Há algum tempo atrás o Ministro do STJ, Francisco Falcão disse: "A maioria dos juízes é de pessoas boas, mas temos uma meia duzia de vagabundos que precisamos tirar do judiciário. As maçãs podres é que precisam ser retiradas". A declaração desse Ministro, porque será, que não causou tanta polêmica?
O Brasil é um país engraçado, é evidente que esses dois defensores da categoria sabem da existência dessas "maçãs podres" quando dizem: "Ele generalizou..." Ora se sabem, pra que polemizar? Deixem o corporativismo de lado, "cortem a própria carne e limpem a cozinha de vocês", Isto sim, seria dar uma nova visão a um judiciário já combalido pelo uso de tantas decisões, no minimo amorais. Aqui, no Maranhão, por exemplo, há algum tempo houve uma ação judicial contra o Banco do Brasil, e ganha pelo requerente que se fosse levado a efeito o pagamento  a agência fecharia, daí viram o excesso e voltaram atrás.
Não entendo muito de judiciário mas entendo de ética e moral, e o que se vê são muitas decisões estapafúrdias, inconcebíveis e imorais. Que fórum com maior conhecimento de causa poderia fazer essa denúncia? Se pudéssemos criar vergonha seria maravilhoso.


José João
21/03/2.013


quarta-feira, 20 de março de 2013

Vencidos e vencedores


Na morte dos vencidos, nos destroços, no chão caídos
Os vencedores, mijando sobre eles, gritam sua glória
Festejam a morte como heróis, alto, gritam a vitória
E são eles, os vencedores, que nos contam a história

Se na morte há heroísmo o túmulo se faz de um livro
A contar com o silêncio o que não disse o vencedor
A estes, os heróis voltaram, e o sangue em suas mãos
São medalhas, são troféus, são prêmios do ganhador

Mas não há de ser santo, o vencido, por ser vencido
Faria o mesmo se vencesse, cantaria toda sua glória
Assim como fizeram os vencedores, gritando a vitória
Aí seriam esses a contar a outra versão de sua história

Vencedores e vencidos, homens, filhos, pais e irmãos
Não foram, por serem vencedores, os mais sangrentos
Não foram, por serem vencidos, os menos violentos
Todos foram animais por sangue humano sedentos


José João
20/03/2.013



domingo, 17 de março de 2013

"Esse é um país que vai pra frente"


Vergonhosamente mais uma vez o Brasil fica abaixo da média dos países latino-americanos. Ocupa o 85º lugar no ranking do IDH, e só não foi mais vergonhoso, se é que ainda podia ser mais, por que na América Latina existe um Haiti. Nesse cenário a Sra. Teresa Campello, ministra do Desenvolvimento Social afirma que os dados utilizados estão defasados, e o Sr, Aluísio Mercadante, Ministro da Educação, fez críticas à média obtida pelo Brsil, assim vão questionar esses índices, como se o "tapetão" mudasse uma realidade ignóbil e verdadeira.
Na verdade o que esse governo faz é criar tabelas que colocam os miseráveis como pobres, os pobres como classe média, e esta como classe rica. Isto em tabelas elaboradas pelo "experts",  não de maneira real, mas com dados plantados, como se o povo fosse idiota. Quando vem um ou uma imbecil dizer que a bolsa escola ou salário família (essa campanha política maldita e vitalícia do PT)
tiram seus beneficiados da miséria, é duvidar da nossa inteligência.
Um assunto puxa outro. Lembram-se quando explodiu a vergonha do mensalão? Que o presidente Lula não sabia de nada, "coitado". Nessa época eu disse que ele era ou um imbecil demente, ou um grande dissimulado mentiroso e sem caráter, qualquer uma dessas "qualidades" não lhe permitiria ser presidente de um país sério. Agora digo o mesmo para esses dois. Os brasileiros que vivem no Brasil real, o da pobreza, das mazelas sociais, dos lixões, sabem dessa situação catastrófica e calamitosa, só quem não sabe são aqueles que deveriam saber, pela função que exercem, mas aqui,  nesse país sem destino e sem governo, esses cargos são dados por favores políticos aos incompetentes que puxando o saco (saco!!!) do patrão maior, só sabe dizer: ""Tá" tudo bem".
Que desenvolvimento social pode ter um país com uma educação como a do Brasil? Com escolas como são as nossas? Com gestores ladrões que gastam o dinheiro da educação sabe-se lá como? Com ANALFABETOS sendo membro da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal? Será que os senhores ministros não sabem  disso? Ou acham que esses descalabros não influem no IDH? Senhores ministros, os senhores têm certeza que vivem mesmo no Brasil?
Sempre me revolta ouvir as desculpas imbecis desses mentecaptos que deveriam, dar as mãos à palmatória, reconhecer as deficiências do país e lutar para sana-las e não se fazerem de surpresos com o que já sabem. Contestar o óbvio não vai levar o Brasil a lugar nenhum. O que pode nos fazer desenvolver é reconhecer nossas fraquezas e trabalhar nelas, mas com isso que está aí, vamos  ver cavarem a sepultura do Brasil.


José João
17/03/2.013


sábado, 16 de março de 2013

A oração do matuto





Deus me discupe mai eu nun sei falá dereito, nun sô letrado, pru mode qui nun freqentei iscola, nun pude não, Deus minhafamia era pobre pur dimais, mais meus pai mi insinaro argumas reza qui inté hoji eu sei. Deus quiriia pidir pra vois mim cê premero sua benção, priciso pur dimais pra mode de tê uma cabeça livre dos má pensamento, ar dispois pidir pra vois mim cê me dá inteligença pra intendê o qui si paça aqui, nesse mundão qui o sinhô criô  cum tanta paciença, carin o e inteligença. Deus pru mode qui os home si mato pur nada? Deus tão dizendo puraí qui tem bomba qui si sortare umas pouca na merma hora a terra si acaba! Deus, meu pai do céu, pru mode qui o sinhô deu tanta inteligença aus home? As veiz eu pregunto: Será qui os home ainda acredito no sinhô? Nun sei não Deus, me ardiscupe maise achu qui não. Deus cuma eu disse, nun sei lê nem iscrevê, mais meu neto, minino esperto, tá na iscola e num é qui o muleque já lê, mais foi priciso muita luta, pru mode qui o muleque num quiria i pra iscola, umas pouca de vez peguei uns talo de mamona e verguei nus custado do muleque, hoji ele agradece, mais Deus eu fazia cum um medo tão danado de sê preso, pruque agora educá os fio cum umas parmada a gente vai preso, maise aí é outra coisa, quiria mermo era falá pra vois me cê da bibia, cuma disse antes meu neto lê, aí eu peço pra mode ele lê aquele passage dos anjo lá em Sodoma e Gomorra, os anjo qui vois mi cê mandou lá e qui os home quiria... o sinhor sabe né? Ah! Deus num é bom nem falá nisso, posso até di sê preso, pru mode se eu dissé qui ele é o qui  ele é posso de sê preso, tem gente qui diz qui a bibia agora é um livro ermofobro Deus nun sei o qui qué dizê isso e é pro mode isso mermo que tô pidindo a vois me cê qui me dê inteligença pra mode eu intendê essas coisa e num pecá dizendo o qui nun devo de dizê.   Deus me ardiscupa maise já tá na hora de vois mim cê dá uma sucudidinha aqui, nois qui num sabe lê, sinhô, pricisamo da vossa bondade pra mode a gente intendê u qui si paça. Deus ardiscupa a inguinorança, me ardiscuspe de tomá vosso tempo maise, por favor meu Deus, protege nois, qui nois não sabe maise cuma pensá do mundo. Abença Deus,  até outro dia se vois assim nus permití. (Justino da Janoca)

José João
01/06/2011
*Reeditada

Ele tem muito pra contar


Meus caro amigo ardiscupe, quero me apresentá
Sou letristra, repentista, sou poeta e sou cantador
Vocês vão ter argum tempo pra cumigo acustumá
João me deu um ispaço pra mode aqui eu falá

Desde quando me ardispus de na pulitica entrá
Desde lá já foi besteira, só fiz mermo me lascá
Tem uns cara ingravatado que jura vai te ajudá
Mas come tudo qui é teu inda te manda passiá

Mais o João me avisou, entrei mermo de temoso
Mai se tinha um tar tiririca, anafabeto e tinhoso
Pru mode qui eu num podia ser um desses famoso?
Trabaiá em Brasilia ser  mais um ladrão formoso

Mais muito inguinorante robaro tudo que era meu
Vindi os meu cavalo, vindi os burro, vindi jegue
Vindi galinha, vindi galo, vindi até os marreco
Hoje me assustento vendendo nas rua uns buneco

Mas nun há de sê nada, é assim que a gente aprendi
Não naci pra deputado, não sei de sê tão sapeca
Cuma, gente, ia sê eu, cum meus fio me oiando
Safado, iscondendo o rôbo nas minha cueca?

Mais eu tenho profissão, sou letrista, repentista,
Poeta e cantadô, inda nas hora vaga também sou lavradô
Agradeço ao João,  pudê agora trocer o rabo da porca
Vou contar tudo, ou não me chamo  JUSTINO DA JANOCA


Justino da Janoca


Obs. Esse é um amigo, coitado, que foi induzido por velhas
         raposas a entrar na politica, como ele disse, perdeu tudo,
         e o que é pior, totalmente esquecido, mas conversando
        com ele percebi que tem muito a nos dizer, por isso essa
        oportunidade. Como viram, ele é assim e não vou editar
        nada do que ele disser. Vai ser postado integralmente.

                                                                       José João

                                                         







terça-feira, 12 de março de 2013

Oi. Energúmeno, eu sou negro


As vezes me envergonho de ser brasileiro, de ter nascido num país com tantos maginais, tanto que a corrupção se fez uma instituição pública. São tantos cretinos sem vergonhas no nosso Congresso que a nossa Carta Magna se fez farrapo para varrer sujeiras desses desavergonhados que se dizem constituintes, para debaixo, não dos tapetes dos palácios, mas dos nossos narizes. Minha revolta é grande, tão, que não encontro adjetivos que pudessem qualificar esses vagabundos sem baixar o nível.
Brasil, de pomposamente REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, a uma republiqueta órfã de dignidade, de respeito, de moral, mas filha pródiga de cafajestes, miseráveis, abutres dilacerando nosso mais precioso bem. A honra. Como se não bastasse tanto, agora um pastorzinho de m...que elegeram deputado federal (isso é Brasil) e por conchavos políticos o içaram a presidente da CDHM - Comissão dos Direitos Humanos e Minorias - disse: "Não coloco gays e negros no mesmo balde como muitos dizem por aí. Ser gay é uma questão de escolha, ser negro é uma questão de azar". Você, sua coisa, não os coloca no mesmo balde. Mas eu o coloco no mesmo balde de dejetos e substratos orgânicos de diarreicos (expressão sofisticada usada somente no trato de suas excelências) mas para os asseclas seria mesmo M...
Esse pastorzinho de m...que o Correio Brasiliense diz: "Marco Feliciano usa do mandato em beneficio de suas empresas e igrejas" (isso não pode ser membro de uma igreja com letra maiúscula), ou ainda: "O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano, emprega cinco pastores da congregação que ele preside e ainda cantores de musica gospel que trabalham na gravação de seu CD". Pasmem, senhores. E esse pirata do dinheiro público (nosso dinheiro), é pastor, deputado federal e agora exerce esse cargo.
Nessas circunstâncias até pergunto: E os evangélicos, como vão? Bem dizem que uma maçã podre põe todo um "balde" a perder, se isso é verdade mesmo, então se há esse energúmeno e mais cinco da congregação que ele preside no meio dos evangélicos é bom que corram os Valdomiros e os RR Soares.
Ah! Ia esquecendo, sou negro, afro-descendente e não me sinto produto do azar, me sentiria sim, se meu nome fosse Marco Feliciano, mas aí eu não seria azar seria  pornografia.


José João
12/03/2.013



sábado, 9 de março de 2013

No mundo... só eu mereço




Brasileiros e brasileiras, aliás todo os humanos, me ouçam. Sempre soube que lá em cima havia quem olhasse por mim, que um dia premiaria a este humilde homem. Eu, que já fui de deputado estadual a presidente (nunca quis ser vereador é muito pouquinho), mas como dizia: A humildade é premiada, a perseverança tem que ser um oficio para aqueles que fazem de sua vida um sacerdócio, assim como eu, que entreguei toda minha vida para o engrandecimento do povo brasileiro, tirei de meu dinheiro (dinheiro que consegui honestamente trabalhando no Maranhão), tirei dos meus bens, tirei o pão da boca dos meus filhos para dar ao povo, sou um verdadeiro emissário divino para alento dos meus queridos brasileiros e agora como premiação por todo esse sacrifício, dessa abnegação, finalmente posso agora, entregar-me ao mundo.Eu sabia que isso aconteceria um dia, Eu sabia que chegaria a hora de exercer um papel relevante em prol da humanidade.
Humanos e humanas, sempre quis a função que, por direito, e por escolha divina, agora vou exercer e estou pronto, sou capaz sim. Esta escolha é um reconhecimento à minha honestidade, à minha abnegação em servir o povo sem querer nada em troca, à minha moral ilibada, ao sacrifício de ouvir calado a tantas calúnias, quantos não me chamaram de corrupto, de ladrão, de desonesto, de mutreteiro. Mas Deus perdoa-os eles não sabem o que dizem (mas se souberem de que me importa?) Agora estou em vias, por justa escolha, de um patriarca da humanidade.
Fui deputado federal, governador, senador, presidente do senado, presidente da República Federativa do Brasil (viu serra? Eu sei o nome do meus país, pelo menos isso) e se hoje não sou um dos mais ricos do mundo é por que doei tudo, fiquei pobre mas sou feliz. Fui dono do mar (doei pra minha filha), Fui dono do Estado (doei pra minha filha), doei tudo para me ver leve dos bens materiais por que agora, quero ser o orgulho dos brasileiros e o mais novo protetor do mundo. Minha perseverança, minha humildade, meus desprendimento das coisas materiais me levaram a: AJOELHEM-SE IDIOTAS EU SOU O MAIS NOVO



José João
09/03/2.013                     

sexta-feira, 1 de março de 2013

É triste...mas é o Maranhão

                                          Um triste retrato do Maranhão

Maranhão ou "a grande mentira". Ainda bem que tiraram este termo dos dicionários, embora muitos, desde o surgimento de Sarney, tenham ventilado seu retorno às páginas destes, mas para o bem dos maranhenses não conseguiram, seria um golpe muito duro para  quem tem um representante nato dessa alcunha. Mas de qualquer maneira o Maranhão tem outras peculiaridades interessantes, e não vai ser por eu ser maranhense que vou deixar de  cita-las, inclusive estou estudando um espaço nesse blog, ou até a possibilidade de criar um outro para mostrar essas tão divertidas, e surreais histórias. Com certeza dirão: Isso é piada. Mas não é, são casos acontecidos comigo, fatos reais e "hilariamente tristes". Vou começar com a história dos ovos que fui comprar. Entrei na "quitanda" e:
- Sr. vou tirar uns ovos, está bem?
- Não. Não tire - chamando um rapaz disse - tira uns ovo aí pro home.
- Mas senhor, estão aqui na minha frente, posso tira-los.
- Moço, o senhor num sabe não, é qui tem uns ovo istragado aí no mei e o senhor não cunhece ovo istragado. Cunhece? - Não, disse eu - Intão pronto.
Acharam engraçado? Não deixa de ser, mas para quem é maranhense e já atura a prole do rei. É duro. Mas vamos a outra. Na pizzaria:
-Senhor, por favor um pizza, calabresa e tamanho família, somos quatro.
- Sim, senhor, vou fazer o pedido.
Sinceramente, quase duas horas depois do pedido ele traz a pizza, sem nada.
- Moço, por favor, a mostarda, a maionese e o catchup?
- Um momento, senhor.
Quase meia hora depois ele vem com um vidro de pimenta.
- O que é isso, amigo, pimenta?
- Sim senhor, pimenta, esta acompanha a pizza os outros o senhor compra por fora.
Chegaram alguns colegas meus de surpresa e fui obrigado a aumentar o almoço, as pressas fui em uma galeteria comprar um frango e:
- Moço, por favor um frango, bem assado.
- Tá tudo bem assado, sô.
- Está bem, quanto é?
- Dizessete real
- Poxa, por que o frango está tão caro assim?
- É por que tá na entre-safra.
- Mas esse frango não é de granja?
- E purque é de  granja num tem entre-safra?
São coisas desse Maranhão que um dia foi chamado de Atenas Brasileira. Contando esses fatos quero apenas ilustrar o atraso em que se encontra nosso Estado e não é por acaso. Ah! Tem o da sorveteria que fica, inclusive em uma avenida bem movimentada. Chegando pedi...
- Por favor me traga um milk... - antes de terminar o pedido ele disse logo
- Não temos.
- Então me traga um sanders
- Também não temos.
- Aqui não é uma sorveteria? É - disse ele -
- Então me traga um sorvete qualquer.
- Hoje não temos sorvete, mas temos refrigerante, hamburger, hot dog, temos até empadinha.
Aí dirão: Está de brincadeira com a gente. Não estou, não. Tudo isso é verdade e aconteceu comigo, isto é pra ver onde chegou o Maranhão. Ah! Ia esquecendo, moro na capital, São Luís. Muitos vão soltar os cachorros em cima de  mim, outros vão dizer que é mentira. Duvido que alguém diga: O que devemos ou podemos fazer para mudar esse quadro? Somos extremamente vaidosos, prepotentes e cegos, qualidade comum dos ignorantes. Afinal somos o pior ensino público do Brasil. Somos tão vaidosos que a etnia afro aqui é de apenas 5,5% da população, (kkk) pasmem. O Maranhão, infelizmente, tornou-se verdadeiramente a Grande Mentira (quem põe a mão, põe a virtude)


José João
01/03/2.013


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